sábado, 5 de novembro de 2011

Do curar-se.

Segundo Schiller, "quem alguma vez sobreviveu a um Grande Amor é feliz até a morte... e infeliz porque dele se curou".

Nada mais doloroso nesta Vida.
Grandes Amores.
No Viver.
No deixar de viver.

Amor de Mãe.
Amor de Filho.
Amor de Grandes Amigos.

Amor... Amor de Grande Amor.
Aquele. Que todo Mundo busca enquanto finge querer outra coisa da Vida.

Pode-se passar a Vida fugindo do Mundo.
Pode-se não se envolver nunca.
Pode-se viver só rodeado de Amigos.
Pode-se não querer ter nem a Eles.
Pode-se não sair da barra da saia da Mãe.
Pode-se viver pros Cães e Gatos.
Pode-se não querer viver pra ninguém.

Só não se pode... não se consegue... fugir de si.
E... por definição, Humano é Matilha.
E nela, sempre tem o oposto que se destaca.
É nesta hora que não dá pra fugir.
Não dá pra fingir.

Conscientemente, até acontece. E se consegue.
Emocionalmente: só o próprio Indivíduo pode avaliar o preço.

Cura.
Pra quê?
Muda-se o nome da 'doença'.
E só.

O correto seria se pensar mesmo é na Morte.
Ninguém deixaria pra trás O Contato.
Não prorrogaria A Hora.
Não sublimaria O Sentimento.
Não relativizaria O Encontro.

Ah!
O Encontro...

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