sábado, 31 de dezembro de 2011

Das despedidas


Último dia do ano, último post do ano. 2011 finda e com ele findam tantas coisas e recomeçam outras.
Pelos comentários de muitos amigos, percebi que 2011 não foi um bom ano só pra mim. Claro, muita coisa boa aconteceu. Laços foram estreitados, novos amigos cativados, viagens, sorrisos... Mas e o coração? Eta ano lazarento para o amor. G-zuz. Foram tantos os medos, as covardias, as hipóteses, os sonhos. Pra quê? Pra todo mundo lamentar durante todo o mês de dezembro desejando que 2012 venha logo e acabe com tudo. Que acabe o mundo, que acabe a covardia. Tem coisa pior do que o medo? Tem coisa pior do que ser infeliz por causa do medo? Vi tantas possíveis histórias de amor naufragarem este ano por causa de medo. Tantas amigas nadando a esmo contra uma maré que insistia em engulí-las, em levá-las pra longe, em deixá-las à deriva. Quantas não foram as vezes em que também fui deixada à deriva. Quantas não foram as vezes em que tive medo. Quantas não foram as vezes em que excedi os limites do aceitável, do ridículo, em nome de um sentimento que por fim parece unilateral, não o suficiente. Não quero ouvir que sou uma mulher e tanto se não sou a mulher pra ele. Não gostei de falar que não era mulher para alguém, mas gostei de neste momento não ter tido medo, gostei de não tolher possibilidades do porvir. Oportunidades que parecem ter sido postergadas para 2012. Que a despedida de 2011 seja aquela que guarde lembrança não só do que foi bom, como também do que foi ruim, para que o próximo ano seja sempre o da melhora. Menos medo, menos covardia, menos despedida de nós mesmos.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Do sobrepeso.

Tava aqui curiando o perfil de uma Amiga Querida... e... assunto era perder peso.
Cara: toda vez que falo disso, viro pavão.
Inflo.
Total.
E me inspiro.

Porque é o seguinte - e falo por conhecimento de causa: NÃO HÁ OBESO FELIZ NO MUNDO.

NÃO HÁ.

Quem fala que lida bem com peso extra: tá mentindo. E mentindo HARD.
Cansei de falar "me garanto".
Eu mentia.
Eu me ludibriava na maior cara de pau.
E achava que tava me 'aceitando'.
Aceitando uma pinóia!!
Boicote. Sem fim!

O gordinho não tem poder de escolha. NÃO TEM.
Fica com o que sobra. Ou: com ninguém, que foi sempre meu caso, porque sempre me achei do caralho pra pegar bagulho. E não falo de beleza, não.
Falo de falta de cérebro.
Daí, como ele não escolhe e... se frustra: 'bora comer mais, né, minha gente? Come. Que passa.

Sabe aquele estranho que nenhuma das tuas amigas quis na balada? Então.
Aquele mudo, inoperante, inativo? Então.
Vai sobrar ele olhando pra você.
E cê fugindo a noite toda.
Ou, cedendo, porque já que tá com a boca à toa... come issaí mermo... toma embelezadô que passa.
E viva a cerveja gelada!
O importante é mermo engolir tudo o quê te dão. E... abafa a baixaria!

Cerva gelada.
Calor.
Ah! O verão!
Roupa de gorda no verão é uma beleza!
Tenho uma Prima que sempre me dizia: "Você deveria dar consultoria pra gordinha: nunca te vi vestida fora do tom. E não te acho básica".
Ok.
Dou crédito ao que Ela me dizia. Mas só Eu sei o parto que era achar roupa nestes moldes...
Parto.
Invertido.
Na montanha.
Com granizo.
Sem contar que... um verão de 40° na sombra e era Eu de manguinha... com o suor correndo nas costas.
Argh!

Mas gordinha padrão é assunto.
Ou ela aparece todo dia igual -sempre com batinhas, blusinhas largas, parecendo capinha de botijão-, ou vira o 'boom' do prédio, no trabalho.

"Você viu a roupa da fulana? Menina! Faltou pano?"
"Nossa: viu que banha horrorosa sobrando na calça?"
"Meu Deus: como ela tá gooorda!"
"Conhece a Mulé Panetone? Cheia das 'borda' sobrano do lado..."

É óbvio que pessoas são mais que isso.
E óbvio que o gordinho é sempre o mais 'truta', o mais sorridente, o mais engraçado, o mais inteligente, o mais carinhoso, o mais alto astral, o mais participativo, o mais gentil, o mais ogro, o mais tudo e... O MAIS GORDO, PORRA!
Ele compensa um troço no outro!

Quer matar o gorducho? Diz pra ele assim: "Ah: mas você tem um rosto lindo!!"
Maputaquepario! Ele tá mais que ligado que o 'rosto lindo' é sinônimo de "mas tua pança dá a volta na tua bunda, igualmente enooooorme!"!!

Ou, como uma certa vez, uma Amiga disse: "Valoriza o quê tem de bom. Mostra o colo, as pernas."
Cara. Hello!
Se a gente puder se esconder debaixo da cama: é o que teremos pra hoje.
Gordo lá tem bom relacionamento com a auto imagem? NUNCA.
Mostrar o colo... oi? Exatamente que colo? Aquele que cê num sabe onde termina o peito e onde começa o pescoço?
Ai.
Que meocu.

Ninguém precisa tá no padrão modelete. Eu não sou e jamais serei.
Mas... ninguém é feliz sabendo que sim: O PESO EXTRA FODE TUA VIDA PROFISSIONAL, PESSOAL E EMOCIONAL.

Até porque, o peso que você carrega no corpo é só extensão daquilo que não sabe resolver de outra maneira. Tem gente que, como válvula, tem o cigarro; outros, a bebida; outros, as drogas.
O obeso joga TUDO -bom e ruim- na pança, cara!
E isso é muito real.

Tô triste? Dá aqui um chocolate.
Tô feliz? Ah! Vamo comemorá com chocolate!

Foto.
Gordo DETESTA FOTO.

Não tem ângulo.
Se tá de lado, parece que a 'bola' tá de frente.
Se tá de frente, a cara é de lua. Isso quando não é a fotocópia da Trakinas, tá ligado?
Pegou a bolacha e botou na máquina de Xerox. Apertou o botão verde. Saiu tua foto. Simples assim.
Se tá de costas: "Ah: gol do Zicooooo!!"
Abaixa a cabeça: cria papo. Maior do que já tem, claro.
Levanta a cabeça: boneção de Olinda. Sem pescoço.
Foto de braços? Todos -INVARIAVELMENTE- parecem coxinha. Daquelas das 'boa', sabe? Coxa creme? Então.

Bunda? Alguns tem tipo bulicão, manja? Aquela bola de gude da maior que tem? Então.
Outros: parecem que levaram uma panelada na bunda e lembra o Pinguim do 'Batman Returns'...

Gente.
E ponto de referência?

"Ah, tá ali, do lado da gordinha."

Isso se o mané for eufemista. Do contrário é:

"Tá veno ali aquele pote de banha? Então. É lá."

Não há felicidade depois do IMC 29.
Deveria existir tratado sobre isso. Juro.

Isso sem mencionar o cotidiano, o dia a dia.

Busão.
O gordo no ônibus = DES-GRA-ÇA.
O puto NUNCA vai ter como não atrapalhar.
NUNCA.
Até porque, gordo que se preze, sua. Demais da conta.
Então ele tá sempre preparado com a outra muda de roupa na mochila.
E sempre carrega lenços umedecidos -em caso de incêndio. E suor. Diário. Digamos.
E o guarda chuvas tem de ser grande. Que é pra cabê o desgraçado debaixo.
E num pode faltar o pacote de bolacha... vai que...
Nessas, a mochila do jagunço é maior que ele.
E essa merma mochila maldita vai cutucar o c* da 'réia' varizenta que vai querer te matar porque cê fez ela ir um bocadim pro lado no banco, pr'ocê passá...
Bocadim?
Er... bem...

Daí, ele sobe no busão.
Todas -EU DISSE TODAS- as pessoas imediatamente pensam: "Tomara que essa ameba flácida não venha pro meu lado... já me basta me esfregar nessa gente cheirosa... esse gordo me apertando: vou ter um troço."
E ele -já com vergonha só por existir- tenta, inutilmente, não ocupar espaço.

Rá rá rá. Não ocupar espaço, Obeso? Pirou? Que é? Vai pedir pro gênio um rolo compressor? Aproveita e pede fritas grande e Coca média. E cabou os 'trêis pidido'. Vai pra casa malhá! Já!

Malhar.
Eita, desgraça!
A gente nunca sabe se tá malhando ou minando.
Água.
Dá quase pra nadar, de tanto que escorre pelo corpo.

Piriri.
Desgraça de gordo é piriri.
A velha e boa 'nêra', saca?
Toba em chamas. Tudo o quê o desgraçado come vira ácido. Porque a alimentação muito saudável acaba por fazer um bem danado pra válvula de escape daquela porra toda.
Sólido? A-han.
Tudo o quê o gordo come, vira água.
Tudo calórico, gorduroso, sem fibra.
Mar, ói: nemqui um milagre vinhesse!
E niqui ele 'discome': já tá logo pensano em enchê o panduco de novo... ô coisa boa!

E... vou dizer! [Digo mermo. Que ninguém me obriga].
Um troço que gordo -mar goooordo mermo- niúm admite: a dificudadji di limpá o toba.
Coisa pra para-olimpíadas.
Com'é que aquele teu braço, com média de 90 cm, vai dar a volta num perímetro de 1m que forma a circunferência do fim da tua lombar 'plâs' teu bulicão? C'os dedim esticadim cê chega perto. Mas num dá pra segurar o papel... então: nada feito.
Daí o bichão limpa pela frente... eita, maravilha!
Se rasgá o papel: chorei.
Meninas usando a tática: corre o risco de infecção urinária.
Quédizzê: facim esta vida...

Amarrar tênis.
Pegar balde.
Abaixar pra limpar o vômito do gato.
Pegar o cocô do cachorro na rua!
G-zuz: que você exista!
Do contrário, vô torcê p'a caí de cara nesta merda toda deste cão! P'á nunca mais!

Carro.
Carro pra gordo deveria ter desconto.
E tinha de ser Big Foot. Pra fazer algum sentido, vai?
E 'tudas peçoa' com vocação de cogumelo do Mário! Êeeeeee!
Só por D-uz...
E se Ele num salvar: pras otas 'coisa' existe o Ronald.
O da Dieta do Palhaço.

Olha.
Na boa?
Poucas coisas tenho a mais absoluta certeza de ter mirado e acertado em cheio o alvo.
E uma destas é meu sagrado "bypass".

E acho mesmo que todos os gordos deveriam se reavaliar.
TO-DOS.
Porque hoje só sofre quem quer.
A fila demora um pouco, mas até a saúde pública cobre cirurgias contra a obesidade.

E se hoje dou risada e faço rir: pode ter certeza que nem sempre foi assim.

Taí!
Acho que meu desejo pro Mundo no Ano Vindouro é um 'bypass'.
Pra Vida.

Pro gordo.
E pro magro.

Porque o desvio... quem decide quando e como: é Você.

:)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Dos cojones. Ou falta de.

"Hay que tener cojones", essa é uma das máximas da minha vida. Reclamo da falta de cojones alheios, mas sei reconhecer a falta própria.

Diz-se que há colhão aquele ou aquela que tem tenacidade, coragem, que "peita" tudo e todos.

Faltam cojones para terminar relacionamentos que só (ou na maior parte do tempo) nos fazem infelizes. E tudo porque pensamos no outro ou transferimos nossas fraquezas e medos pro outro, dizendo que tudo é uma fase ou que apesar de tudo não é tão ruim assim e que não pode por fim assim, de supetão, como quem arranca um Band-Aid. Há histórias escritas. E por se escrever: pessoas, sentimentos.

Faltam cojones para mudar de profissão, mudar de vida, mudar aquele comportamento nocivo de se autossabotar... porque depois vem a felicidade e o quê se faz dela? O que fazer além da felicidade? Tão acostumados com o aquém, esquecemo-nos que também é possível viver sob outros moldes, outras perspectivas.

Faltam cojones para reconhecer a própria 'ausência de' porque, ao detectar o problema, há de se fazer algo a respeito: hay que tener cojones e não fugir da raia.

Ainda me falta. Apesar de.

sábado, 5 de novembro de 2011

Do curar-se.

Segundo Schiller, "quem alguma vez sobreviveu a um Grande Amor é feliz até a morte... e infeliz porque dele se curou".

Nada mais doloroso nesta Vida.
Grandes Amores.
No Viver.
No deixar de viver.

Amor de Mãe.
Amor de Filho.
Amor de Grandes Amigos.

Amor... Amor de Grande Amor.
Aquele. Que todo Mundo busca enquanto finge querer outra coisa da Vida.

Pode-se passar a Vida fugindo do Mundo.
Pode-se não se envolver nunca.
Pode-se viver só rodeado de Amigos.
Pode-se não querer ter nem a Eles.
Pode-se não sair da barra da saia da Mãe.
Pode-se viver pros Cães e Gatos.
Pode-se não querer viver pra ninguém.

Só não se pode... não se consegue... fugir de si.
E... por definição, Humano é Matilha.
E nela, sempre tem o oposto que se destaca.
É nesta hora que não dá pra fugir.
Não dá pra fingir.

Conscientemente, até acontece. E se consegue.
Emocionalmente: só o próprio Indivíduo pode avaliar o preço.

Cura.
Pra quê?
Muda-se o nome da 'doença'.
E só.

O correto seria se pensar mesmo é na Morte.
Ninguém deixaria pra trás O Contato.
Não prorrogaria A Hora.
Não sublimaria O Sentimento.
Não relativizaria O Encontro.

Ah!
O Encontro...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Da prova de roupas

A inconstância e a ânsia de querer o mundo é intrínseco ao ser humano, que está sempre em busca de, sentindo falta de, querendo que. A grama do vizinho sempre parece mais verde e a felicidade do outro sempre mais verdadeira que a nossa. Será que é verdade? Certas vezes aplico às pessoas o mesmo que aplico às roupas e sapatos fetichizados. Não, não torno as pessoas objeto, não coisifico ninguém, mas há situações em que é necessário provar pra saber se cai bem, porque se cair a gente resolve se paga o preço, se não, o fetiche acaba e a vida segue. Ainda na filosofia das roupas aplicada às relações humanas, nem sempre é possível fazer ajustes, apertar aqui, soltar ali, fazer uma barra porque simplesmente não terá o caimento adequado, não tem jeito. E o jeito é aceitar, garimpar que uma hora o caimento certo surge. E quando se prova rápido e acha que caiu bem? #comofaz Tem de provar de novo, oras! Desfetichizar! Quantas não foram as vezes em que conhecemos alguém ou que achamos que algo era ideal para nós e numa segunda olhada, numa segunda prova nos demos conta de que o encantamento inicial passou? Quantas não foram as vezes em que fantasiamos, criamos o enredo, escrevemos o romance para depois perceber que tudo não passou de uma projeção porque a realidade era outra? A primeira impressão nem sempre fica, às vezes temos de provar de novo e desfetichizar. E você, está construindo ou desconstruindo fetiches?

domingo, 4 de setembro de 2011

Da saudade.


Taí um conceito muito nosso, muito da língua portuguesa.
Quem trabalha com tradução sabe muito bem que não há correspondente exato em outras línguas e sempre que aparece num texto, causa desconforto ao ser traduzido, já que qualquer escolha ficaria aquém do significado real.
Em tese, seriam necessárias as ideias de perda, distância e amor para dar exata substituição do conceito num texto.

De acordo com o Dicionário Aulete, saudade é "sentimento evocatório, provocado pela lembrança de algo bom vivido ou pela ausência de pessoas queridas ou de coisas estimadas".

Costumo dizer que a gente não sente saudade daquilo que não tem.
Pensando sob este aspecto, talvez possa ser reconfortante saber que, se há a saudade, há também a certeza da experiência vivida.

Entretanto, os meandros da nossa riquíssima língua nos permite licença poética pra dizer-nos saudosos de algo que não aconteceu.
E... quero acreditar que só nós, os falantes de língua portuguesa, temos a medida exata do que quer dizer exatamente este conceito, na melhor apropriação drummoniana possível... ou, de tantos outros que antes dele vieram e que, certamente, já falavam sobre a saudade do que não foi...

Diante desta questão tão linguística, fica impossível não pensar no quão pulsante é sentimento lá na Terrinha...
Porque veja: um conceito linguístico, pra existir, precisa ser vivenciado.
E... partir do pressuposto de que na Europa inteira, no Velho Mundo, tão mentor sempre de conceitos artísticos e filosóficos complexos, não houve - além de Portugal -, até hoje, vocábulo que pudesse traduzir este sentimento, nos evidencia quão complexo é o 'modus operandi' dos sentimentos portugueses...

Seria efeito do Fado? Rs.

Enfim: talvez fosse preciso muito estudo antropológico pra que fosse possível responder com exatidão esta questão.
O que fica pra nós, mortais não filósofos, é a faculdade de exprimir numa tacada só tanta coisa junta.

Perda.
Distância.
Amor.

Levando em consideração a abrangência de sensações, quando alguém diz "to com saudade", o mundo deveria parar.
Sério.
Para tudo.

Ai. Que existe alguém com saudade.

Para tudo agora, porque sentir uma coisa só destas aí, já é complicado.
Imagina todas juntas e ao mesmo tempo?
Impossível sair afortunado desta.

Jogamos no corriqueiro, no cotidiano a sensação que 'saudade' nos traz.
Mas... não deveríamos.
Acho mesmo que deveríamos nos levar mais a sério.
E... sempre que Ela, D. Saudade, Senhora Caprichosa, aparecesse, o correto seria ponderarmos os outros aspectos que nos levam a Ela. E... fazermos algo a respeito.

Tirando a saudade de quem já se foi, todas as demais têm jeito.
#fikdik.

E... Você?
Já matou a Senhora Caprichosa do dia?
Pensa em fazer algo a respeito pra se deparar menos com Ela?

;)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Da solteirice. Ou a incompetência emocional coletiva.

Mas hoje? Hoje eu quero que OS SOLTEIROS consigam ir todos pra casa do CARAAAAAAAALHO!

Tudo enrabadinho. De trenzinho.

E não só os Solteiros.
Mas todo o Universo Masculino. 

T.O.D.O.!

Papinho de mulherzinha desgostosa, né?
Mas é. É isso mermo. DES-GOS-TO-SA.

Da Vida. E mais Seis Meses.
Das Pessoas. E todos Habitantes Viventes.

Acho os moldes relacionais de hoje um profundo fracasso humano.

E na boa? Vinha achando há muito tempo... há alguns anos.
Recentemente descobri que o troço é irremediável.
Que as pessoas que têm um mínimo de QI não prejudicado tentarão se preservar de qualquer dor a todo custo, tendo em vista que sim, reconheço: tanto pras Mulheres quanto pros Homens, relacionar-se virou um peso. Porque pessoas não se comprometem.

Porque o mal da existência moderna é a inobservância.
Pra tudo se ajeita uma desculpa, um caô, um motivo 'meu' maior que o 'teu'.

E daí... daí dá nisso que vemos.

Filosofia masculina pautando relacionamentos efêmeros. Filosofia esta já lindamente adquirida por Nós, que quando decidimos por ser Filhas-da-Puta: somos melhores que Vocês até nisso.

Filosofia feminina pautando relacionamentos doentios. Filosofia esta já lindamente adquirida por Vocês, que quando decidem por ser Inseguros e Imaturos: são melhore que Nós até nisso.

Um melhor que o outro.
E no fundo: agonia e solidão. Em si. No outro.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Da liberdade



"Liberdade é pouco, o que desejo ainda não tem nome".
C.L.


Quase um mês sem postar só pode ser indicativo de algumas coisas, duas delas seriam: 1. vida atribulada ou 2. falta de inspiração. Acho que no meu caso, um pouco de cada um e mais outras coisas.

Apesar de maio ser o mês das noivas, em junho é que parece que as pessoas resolveram exalar felicidade. Como se não bastasse o dia dos namorados, há neste mês o casamento de 2 amigos queridos, o que me faz sentir cada vez mais solteira. 

O fato é que esta solteirice é uma escolha. Depois de um namoro de 2 anos e meio, permeado por discussões inúteis, recalques, desconfiança e ciúme, decidi que a melhor pessoa que eu posso namorar sou eu MESMA! Rá! Que coisa não? rs Há quem diga que estou traumatizada por causa do namoro, que eu tenho medo de me envolver e por aí vai, mas a questão é que quero algo extraordinário, namorar pura e simplesmente para não ficar só não é a minha. Quero sentir aquele frio na barriga ao pensar na pessoa e lembrar de um momento vivido junto. Quero aquela ansiedade antes de cada beijo, de cada encontro... e enquanto isso não acontece, exerço meu direito de solteira...

A liberdade de ser solteira não se resume só a não ter de dar satisfação para alguém, ponderar, ceder... não, pra mim é mais que isso, é exercer a minha liberdade da maneira que eu bem quiser, com quem eu bem quiser! (ho ho ho)

A cada papo com meus amigos do sexo masculino, vejo que por mais que eles digam que gostam de mulheres bem- resolvidas, no fundo eles são todos machistas e acham que a mulher tem de esperar a iniciativa masculina e enquanto estiver solteira, se resguardar, preservar e outros tantos verbos que me soam como um tolhimento. Quem disse que mulher tem de ser assim ou assado? Tenho pensado muito no fato de que quando uma mulher faz algo considerado tipicamente masculino, ela logo é tachada como quem está a agir como homem. Então não pode? Mulher tem de ser Amélia? Hummm então tá, obrigada por me avisar...

Enquanto o sapo ou o príncipe encantado não chegam, vou me divertindo aqui e ali, com os errados, certos, altos, baixos, brancos, negros e quem mais aparecer por aí e eu achar interessante. Porque a vida é agora e é MINHA!!!!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Do querer silenciado.

Andamos tão silenciosas aqui...

Daí me veio à cabeça - falo por mim, é claro! - o fato de que não tá faltando assunto, propriamente, mas... tá sobrando.
Tá sobrando assunto.

São tantos pensamentos, são tantos os meandros do querer da vez que... diante dele... me calei.
Não consigo - tantas vezes - verbalizar.

Falo muito. Bem verdade.
Mas não tá sendo muito possível dividir com o Mundo tudo o que é.
Na medida do que fica viável dividir, faço.
E a impossibilidade está em não entender o que acontece aqui dentro.
E ok: já decidi desistir de entender. Neste caso...

Mas o que divido não representa este Querer... e quando a coisa é Gigantesca... me calo.
Enquanto tá tudo sobre controle, to falando do assunto.
A partir do momento que perco a mão, a rédea, a noção: não falo nada.
Não falo que é pra nem pensar muito sobre - como se possível fosse...

Isto significa que diante deste Querer, silenciei porque não tenho controle dele.    o.O
Isto significa que diante deste Querer, decidi viver.
Isto significa que diante deste Querer, decidi querer.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Do querer mais de uma vez: os grandes amores da vida

A frase de um dos meus alunos numa redação me deixou pensativa: "Elle est devenue le premier grand amour de ma vie" (Ela se tornou o primeiro grande amor de minha vida).
Interessante isso... ainda nao tinha parado p/ pensar q temos muitos grandes amores na vida. Qndo a gente é jovem (como se eu fosse muito velha :P rs, rs) a gente acha q nossa primeira paixão é p/ sempre, q isso nunca vai acabar e se a gente nao é correspondido (o q em geral acontece...) a gente acha q vai morrer, q nunca mais terá um sentimento tão forte novamente. Mas, graças a Deus, no enganamos. A gente se apaixona novamente e de uma forma ainda mais intensa.
Mesmo qndo a gente acha q está velho p/ se apaixonar, a gente cai de novo. Conheci um homem q vivia se apaixonando, mesmo se achando velho (com apenas 36 anos). Atualmente, aos 37, ele está namorando uma menina de 20 anos e afirma q nunca se apaixonou nem amou ninguém como a ama. Dieu merci, repito, a paixão é cada vez diferente e cada vez mais intensa. Parece q quanto mais velhos ficamos, mais fortes são os sentimentos e as sensações...
Me apaixonei fortemente 4 vezes até hj e amei 2 vezes. O primeiro grande amor foi aos meus 11 anos. Lindinho e popular. Me ignorava. Acho q é por isso q me apaixonei tanto... :P O segundo foi um professor (sei q é clichê, mas é vdd...) Pensava nele dia e noite, até q ele sumiu de minha mente. O terceiro foi um rapaz q tinha acabado de completar 17 anos 2 dias antes de nossa conversa no hall da escola dele (meu namorado atual, por quem me apaixonei novamente, depois da quarta paixão q conto a seguir). O quarto cara por quem me apaixonei, me destruiu. Prefiro nao comentar, mas foi alguém q amei muito. O segundo cara q amei.
Podemos dizer q meu terceiro grande amor é tb o quinto e o primeiro (e espero q seja o último). O primeiro q realmente amei. O último a quem quero ter me entregue de cabeça e, o mais importante, de coração. Pq ele é o ultimo q amei e q amo.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Do não querer permissividade. Réplica.

F#$%$ you!
Outro post que inicialmente era pra ser comentário.

A questão não é só se achar Peter Pan. É se achar. Pensar que é superstar. Há dias tenho pensado nisso e na melhor maneira de expressá-lo. O problema não está só no chá de Sininho que a mamãe deu na boquinha deles, o problema está também nas mulheres anteriores e posteriores a nós que aceitam tudo e mais um pouco desses boçais sendo permissivas até o último fio de cabelo. Mas quer saber? #meucu! Homem que se acha, comigo não tem vez, ainda mais se o que carrega entra as pernas não for minimamente representativo #prontofalei.

Não, eu não sua mãe, sua avó, sua irmã. Não, eu não vou te mimar, te esperar em casa com a comidinha pronta (e quente!) no prato, com sorriso no rosto, como uma verdadeira Amélia, enquanto o seu papel se resume apenas a sentar esta bunda folgada no sofá e ver o futebol.

Não, eu não vou aceitar que você trate o mundo como se fosse periférico e você o centro todo-poderoso-amém. Tem homem que insiste em achar que um sorrisinho maroto, meia dúzia de palavras que ele pensa que a gente quer ouvir e uma piscadinha bastam para que suas vontades sejam atendidas sem delongas, reclamações e questionamentos. Não, não bastam. Não é porque VOCÊ quer, na HORA que quer, do JEITO que quer, que vamos estar disponíveis tal qual cachorrinho que espera ansiosamente o dono e que abana o rabinho freneticamente quando o vê. Chega! Basta! Gritemos palavras de ordem: “Pelo fim da permissividade! Já!”.

Momento escreve que eu te leio (ou não): estes dias fui surpreendida com a capacidade da dissimulação masculina. Há alguns dias convidei um sujeito para ir a um show sem qualquer tipo de intenção, apenas pelo fato de que havia um ingresso sobrando. Convite aceito, o rapaz chega ao local combinado dizendo que era falta de educação da minha parte dizer o valor do ingresso. Oi? Simplesmente só era um dos shows mais aguardados cujos ingressos se esgotaram em questão de horas. Confesso que ele não foi minha primeira opção para o convite, mas eu queria VENDER o ingresso, se ele não queria comprar, ou achou que era obrigação DAR o ingresso, que ficasse em casa. Para este zé-ruela, basta que ele pague o jantar, para que a mulher abra as pernas, afinal, o contrato tácito é este, não? Não, não é. Eu pago os meus ingressos, as minhas contas, cafezinhos, almoços e jantares e decido o que faço com minhas pernas. Não ele. Ou quem quer que seja. E ponto.

Tomada por um momento de cegueira, burrice, estupidez ou idiotice mesmo (só pode ser esta explicação), comentei que talvez tivesse um ingresso pra outro show e o sujeito era só animação. Entre um show e outro: três semanas. Tentei contato telefônico dois dias depois ao primeiro show para um simples almoço no restaurante universitário. Sem resposta. Enviei o link para download do cd do segundo show via facebook. Sem resposta. Eis que encontro o sujeitinho na semana do show (infelizmente nosso universo de contatos permite isso) e ele era todo sorrisos e intenções. Mecum cogito: oi? Ignora meu contato por dias e agora só porque tem interessante eu volto a constar na sua lista. Oi? Você é que tem de constar na minha!!! Neste momento decidi não que ia ser permissiva e aturar esta atitude infantil de só querer o brinquedinho quando interessa. Inventei qualquer desculpa e disse que não iria rolar. Sabe qual foi a reação? Fazer bico e birra tal como uma criança. Cresça e apareça, zé-ruela. Quem canta no meu galinheiro sou eu e o pintinho que você é, jamais terá vez! #prontofalei

quarta-feira, 27 de abril de 2011

terça-feira, 26 de abril de 2011

Do não querer permissividade.

E o que era um comentário - tão somente - no meu Facebook, decidi fazer virar postagem.
Que é pra guardar, tamanha a indignação.

Aí vai. Vocabulário torpe. Indignação pulsante.



MMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM


Ai.
Que sabe?
Cansa!
Criam -as mães!- uns patetas e depois passam a vida encobrindo as merdas que eles fazem! Eles não querem crescer, sabe? Casam e brincam de. Têm filhos e brincam de. Descasam, 'desprocriam' e sobra tudo no nosso rabo, manja? Ah: #meucu!

Cansada de ver Amiga sofrendo, sabe?
E o personagem muda, mas a história é quase sempre a mesma: a Síndrome de Peter Pan. Na veia. Deram chá de Sininho na mamadeira pr'esses calangos!
Elas tentam ser a panacéia do nosso calundu!
#VTNC!! Até rimou!
É um tal de "meu filho é bundão e eu acho ele uma graça" que já deu, sabe?

Daí sobra pra gente o trabalho sujo: ou a gente termina de criar a bosta -coisa que a gente só faz uma vez na vida, porque depois perde o pique e o tesão- ou a gente fica sozinha.
Porque... cê acha?
Cê acha que nós pagamos esse preço? Não mais. É muita mulher que se garante junta. Desculpa.

Gato: ou o vento vai parar quando proferirem meu nome, ou passo a vez.
Se o vento parar, ok. Tem alguma chance.
Se achar que eu sou adereço na sua vida: morra. E pra ontem.

To errada?

A minha tristeza é quando a gente dá azar de procriar com esses lixos. Daí a criançada paga o preço nosso.

E isso é o triste. É essa a minha indignação da noite.
Hoje.
Amanhã será outra. E será -fatalmente- variação sobre o mesmo tema. Porque eles são bananas. Ponto pacífico.

Quando não o são [ou são bananas melhoradinhos...], são disputados a tapa, a rodo, a vassourada. Daí ou fornecem o produto pra umas 5 ou 6 -porque melancia a gente num come sozinho mermo!-, ou se acham. E juro: to tentando descobrir o quê é pior nisso tudo.

Ou tentando passar a vez. Na Geral.


sexta-feira, 22 de abril de 2011

Do querer mais um pouco

Tenho observado que ultimamente minhas amigas estão solteiras assim como eu. São todas lindas, inteligentes, bem resolvidas e solteiras. Por quê? Respondendo por mim e (talvez) respondendo por elas o motivo é simples: a gente não quer pouco. 
Os chatos de plantão podem vir com a máxima de que quem quer muito, nada tem, ou quem escolhe muito, fica sem. Talvez fique, talvez não. É uma questão de escolha. 
Eu não sou qualquer uma e não quero qualquer um. Ponto! Existe carência e outros mil fatores que nos impelem a ficar com os errados até achar o certo, mas isso não quer dizer que o certo não exista. rs. Há quem não pague pra ver e desista até dos errados, este não é o meu caso, só que se eu achar que a história não vale à pena, não me faz feliz, não me dê futuro: tchau e bênção. Sem dó! Radical? Talvez. Vocação pra ser tia? (!) Talvez. Li no blog Serendipities algo que resume exatamente o que eu quero e como eu vejo este querer:

O que eu busco? O EXTRAORDINÁRIO. Se vou me contentar com menos? Amigo(a), pago todas as minhas contas, tenho um milhão de projetos diferentes, ADORO minha própria companhia, tenho uma porção de amigos, sou viciada em balada, então quase bradando eu lhe digo: NÃO, EU NÃO VOU. (...)

Por que eu não namoro? Porque pra mim NADA É INTRANSITIVO. Quero conhecer alguém q eu ache incrível e aí quero decidir q EU quero namorar COM AQUELA PESSOA. O mesmo vale pra ele. Não quero alguém que queira namorar (intransitivamente).... Quero alguém que queira namorar COMIGO.

Se vai demorar? Pode ser. Mas quer saber? Sabe aquelas relações de dar inveja que a maioria das pessoas quer viver? =)

Citando Tiê "se é contrário,é ruim, pesado, e eu não acho bom. Eu quero mesmo a sorte de um amor tranquilo de Cazuza. :)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Da paixão (sapatos e bolsas)

Difícil achar uma mulher q não dê bola p/ sapatos e bolsas. É incrível como mesmo pessoas como eu (q falam q nao ligam muito p/ isso) ficam encantadas diante de uma vitrine e passeando em uma loja. Graças a Deus tenho consciência do quanto gasto e, o mais importante, do quanto POSSO gastar. A paixão cega, é um querer intenso demais. Mesmo com coisas como sapatos e bolsas, é preciso racionalizar o sentimento, senão a gente acaba comprando desnecessariamente. Não é o meu caso, é claro, pois ninguém precisa saber q abri meu armário e lá encontrei um par de sandálias e um de sapatos, além de uma bolsa q nunca usei na vida...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O querer e a ideia fixa

E quando o querer se torna ideia fixa? A ideia fixa ultrapassa qualquer fronteira do desejo, não é apenas a vontade, é a necessidade de ter alguma coisa. NECESSIDADE. Precisar sem motivos, pra saciar qualquer capricho ou vaidade. Pra provar pra si, pros outros e pra quem quer que seja, que é possível conseguir aquilo que se quer. Pior é quando o objeto da ideia fixa é uma pessoa. Não há nada pior do que direcionar todas as expectativas e projeções numa pessoa. Quando um não quer dois não ficam. Ponto! Você pode se disponibilizar, abrir o jogo, colocar todas as cartas na mesa, mas se a vontade não for do outro, não adianta. Com ou sem ideia  fixa. E tentar de todas as maneiras saciar essa vontade caprichosa pode acabar com uma amizade, criar uma inimizade e terminar relações. O melhor a fazer nestes casos é reconhecer a “derrota”, recolher as armas e desejar menos e outras coisas...

domingo, 17 de abril de 2011

Do ciúme. E da falta de necessidade deste. Em resposta.

Isso era pra ter sido só um comentário na postagem anterior.
Mas virou postagem. Esse assunto me instiga desde sempre! Mesmo quando eu tinha como padrão de comportamento a cena descabida e o buraco no esôfago advindo da certeza de que - a qualquer momento - tudo ruiria. E sabe-se lá o que era - na minha cabeça! - esse tudo: desde amigos até amores, passando por elos tão rasos quanto desnecessários.


Geminiana. Tendencialmente possessiva. Tendencialmente livre.


Sendo assim, torna-se raciocínio matemático que o flerte vindo do mundo - e a resposta positiva a este - é certeiro e natural. Até porque, livre como sou - ainda que não exista um vínculo real na minha vida -, por vezes, me vejo sendo questionada acerca de escolhas, possibilidades e coisas que nem são tão reais assim: exceto na cabeça de quem questiona. Como tudo que origina ciúme. Aliás. [Ou... quase].


Depois de alguns senãos na vida, acho que hoje sou capaz de lidar com esse bicho aleijão de maneira mais retilínea. Retilínea? Sim. Se pensar bem, tortuosos são os caminhos que nos fazem não querer enxergar de maneira direta o modo como lidamos com o ciúme. Seja o próprio. Seja o alheio.

Particularmente, aprendi que coisas e pessoas coabitarão na medida em que for interessante que isso aconteça.



O quê quero dizer?

Que quando não mais for bom para ambos, as coisas não coexistirão.

E ponto. E basta.


E acredito que a única maneira de canalizar a energia ruim que o ciúme nos traz é tratá-lo como uma coisa. Como algo inanimado. Com toda a racionalidade possível. Destituí-lo do cargo de 'sentimento'.

Por que?



Porque simplesmente, quando alguma coisa deixa de ser sentida, torna-se tão somente 'coisa'. E como tal, mais fácil de ser analisada de maneira coerente. Sentimento é coisa sem controle. [Ou quase].


Sendo assim, raciocinando friamente, não há nada nesta vida mais desnecessário do que brigar por ciúme. Não adianta você ter o ciúme que for: se o cara decidir que acabou, acabou. Ponto. E se decidir que a gostosa da vizinha vale a 'sacanagem', vai valer e acabou. 

Da mesmíssima maneira quando é conosco: se a gente decidir que aquele cara fenomenal merece o flerte - e a concretização de fatos - nada, absolutamente nada, nos irá deter. Nem todo o amor do mundo que 'ele' tem para conosco.



E aí entra a postura que não quer calar: suponha que pelo teu abusivo ciúme, o 'cabra' não concretize nada, de fato. E que por toda a falta de estrutura que ele irá causar no relacionamento, ele simplesmente não diga nada sobre. Mas... não fez, não porque não queria, mas porque tinha uma dívida moral contigo. Ou consciência pesada.

Na boa? De quê vale isso?

De que vale uma fidelidade concretizada por covardia, consideração - motivo pior do mundo e mais dois planetas, aliás, na minha singela opinião! -, dó?

Tenho uma maneira meio torta de enxergar tudo isso. Acabei adquirindo. Achei melhor.

A fidelidade como concepção, como aquilo que toda mulher almeja, simplesmente não existe. 



Não. Existe.


Pra eles, o ato consuma o fato. 
Pra nós, o querer consuma o fato.
E isso: desde que Mulheres vêm de Vênus. E Homens de Marte.


Para nós, saber que o camarada será capaz - e também terá a necessidade latente de - olhar para o traseiro alheio com cobiça, já dói o suficiente.

Daí, quando você encara esta realidade e encara também a situação de que homem nenhum do mundo irá desejar tão somente a sua escolhida para-todo-o-sempre-amém, fica muito mais fácil perceber o quanto somos ridículas - tantas vezes - brigando por isso. 
E o quanto somos ingênuas achando que cenas são capazes de 'segurar' homem.

Não, Gata. Não são capazes.
Não, Gata: ele não olhará pra você a vida toda da mesma maneira.



E... encare os fatos: sequer você o olhará a vida toda da mesma maneira.


Sendo assim, o ciúme passa a ser um problema seu e não do outro.
Você sente? Azar o seu.
Garanta-se. Certeza absoluta que uma mulher que se garante causa muito mais emoção do que a desequilibrada. "E... vem cá: se ela se garante... afinal: o quê tem esta mulher? O que tem ela que outras não tem? Ai. Que acho que quero pra mim."

Percebe? A lógica? É isso.



Daí rola outra matemática: "E... se ela se garante assim... muito provavelmente é porque ela não precisa implorar pra que eu exista na vida dela. Não só sabe o que quer, mas também... não tá desesperada. Nossa. Deve chover oferta nesta horta. Uau. Acho que pra tê-la, terei de ser o melhor. Terei de rebolar. Fazer por onde."

Pronto. Fechou a equação.



E claro: to aqui legislando em benefício próprio.
Mas o contrário também vale: não é de gênero que estamos tratando.

Mas de sentimentos humanos.
E a palavra, por si, já define tudo.



Quanto a lidar com o ciúme alheio: se fazer entender. O método é sempre dizer tudo isso aí pro outro lado da moeda.

Mas, porém, contudo, todavia... toda regra tem sua exceção. Nem sempre o ciúme é só uma coisa que parte de quem sente. Parte sim, sempre. Mas tantas vezes tem o fator 'falta de conforto emocional' no pacote.

O quê significa?

Não se sentir confortável naquela relação. Achar que tá sempre faltando algo e que - a qualquer momento - tudo pode se esvair.

Daí... não tem muito remédio, eu acho. Se a sensação é esta, ou o 'outro lado da moeda' terá de passar a ofertar mais segurança emocional, ou você terá de trocar de 'outro lado da moeda'. E acabou.

Não preencheu tua lacuna? Troca a peça.
Não tenta encaixar, virar de ponta cabeça, lixar o excedente: não vai completar a figura da embalagem! Não vai!
E também não adianta achar que você irá conseguir mudar a pessoa, ou pior: conviver com isso a seu despeito. Não vai!

Um relacionamento pautado assim não tem futuro.
Não tem!



E ok: ainda que a gente legitime o direito ao ciúme, isso não significa legitimar a burrice emocional. Todos nós sabemos exatamente o que queremos do outro.
Se ele não dá: passa a vez.
E ok. E tudo bem. E adultos. E amigos. Antes que o mundo acabe...
Porque no fundo, quando isso é a mola mestra, a gente já sabe a resposta.
Só não quer ler.

E querer ler é fundamental.
Tá na base das auto-permissões reais a que nos submetemos.
;)

sábado, 16 de abril de 2011

Do querer sem controle (ou do ciúmes)

Não sei nem como comentar um sentimento desses. Se é q se pode dizer q ciúmes é um sentimento. Creio q é uma arma. Faca impura. Corta a vida de duas almas q poderiam se unir. E p/ quebrar o gelo, uma música q adoro: http://www.youtube.com/watch?v=ex6KR4rouxI

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ainda sobre o querer

Para mim, uma das melhores definições do querer é esta de Caetano Veloso, lindamente interpretada pela Maria Bethânia. Querer muitas vezes é desencontro, paradoxo, "mas a vida é real e de viés"...


Outono veronal

Acredito que o outono foi feito para sentirmos falta do verão. Na verdade, todas as estações foram criadas para sentirmos falta do verão. Esse verão em pleno outono é uma delícia! Não me importo em derreter sob o sol. Aqui não é Toscana, mas toda alma precisa de calor. Não entendo quem não gosta do sol (ai de quem fizer piadinha porque sou branquela...). O sol é um abraço de Deus.

Do Querer.

"E porque essa noite tinha uma dezena de pessoas e eu não queria ninguém. E porque na outra noite tinha outra dezena de pessoas e eu também não queria ninguém. E porque eu penso que te pus num pedestal tão alto que ninguém alcança... então te desço."


In: http://acasosafortunados.blogspot.com/2011/02/madrugadas.html

Querer. VT. 1. Sentir vontade de; 2. Ambicionar; 3. Tencionar.

Pretérito Imperfeito: Expressa o passado inacabado, um processo anterior ao momento em que se fala.



Eu queria.
Significa - exatamente - um sentir vontade de maneira inacabada.
Seria. Se como é não fosse.
Que-ria.
Querer não querer.
E... sempre soube lidar perfeitamente bem com a primeira acepção semântica.
Muito melhor que com a segunda.
E... ótimo não ser refém de conjugações verbais.
Nunca.


Água Viva

Porque a palavra é nossa quarta dimensão. Falo por mim, falando por nós:

"A harmonia secreta da desarmonia: quero não o que está feito mas o que tortuosamente ainda se faz. Minhas desequilibradas palavras são o luxo de meu silêncio. Escrevo por acrobáticas e aéreas piruetas - escrevo por profundamente querer falar. Embora escrever só esteja me dando a grande medida do silêncio.

E se digo "eu" é porque não ouso dizer "tu", ou "nós" ou "uma pessoa". Sou obrigada à humildade de me personalizar me apequenando mas sou o és-tu.

(...) Desde já é futuro, e qualquer hora é hora marcada. Que mal porém tem eu me afastar da lógica? Estou lidando com a matéria-prima. Estou atrás do que fica atrás do pensamento. Inútil querer me classificar: eu simplesmente escapulo não deixando, gênero não me pega mais. Estou num estado muito novo e verdadeiro, curioso de si mesmo, tão atraente e pessoal a ponto de não poder pintá-lo ou escrevê-lo. (...) Sei que meu olhar deve ser o de uma pessoa primitiva que se entrega toda ao mundo, primitva como os deuses que só admitem vastamente o bem e o mal e não querem conhecer o bem enovelado como em cabelos no mal, mal que é o bom".

LISPECTOR, Clarice. Água Viva. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, s.d. 5a. ed.