"E as almas serão divinas como pés de bailarina". (JGR)
quarta-feira, 27 de abril de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
Do não querer permissividade.
E o que era um comentário - tão somente - no meu Facebook, decidi fazer virar postagem.
Que é pra guardar, tamanha a indignação.
Aí vai. Vocabulário torpe. Indignação pulsante.
MMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM
Ai.
Que sabe?
Cansa!
Criam -as mães!- uns patetas e depois passam a vida encobrindo as merdas que eles fazem! Eles não querem crescer, sabe? Casam e brincam de. Têm filhos e brincam de. Descasam, 'desprocriam' e sobra tudo no nosso rabo, manja? Ah: #meucu!
Cansada de ver Amiga sofrendo, sabe?
E o personagem muda, mas a história é quase sempre a mesma: a Síndrome de Peter Pan. Na veia. Deram chá de Sininho na mamadeira pr'esses calangos!
Elas tentam ser a panacéia do nosso calundu!
#VTNC!! Até rimou!
É um tal de "meu filho é bundão e eu acho ele uma graça" que já deu, sabe?
Daí sobra pra gente o trabalho sujo: ou a gente termina de criar a bosta -coisa que a gente só faz uma vez na vida, porque depois perde o pique e o tesão- ou a gente fica sozinha.
Porque... cê acha?
Cê acha que nós pagamos esse preço? Não mais. É muita mulher que se garante junta. Desculpa.
Gato: ou o vento vai parar quando proferirem meu nome, ou passo a vez.
Se o vento parar, ok. Tem alguma chance.
Se achar que eu sou adereço na sua vida: morra. E pra ontem.
To errada?
A minha tristeza é quando a gente dá azar de procriar com esses lixos. Daí a criançada paga o preço nosso.
E isso é o triste. É essa a minha indignação da noite.
Hoje.
Amanhã será outra. E será -fatalmente- variação sobre o mesmo tema. Porque eles são bananas. Ponto pacífico.
Quando não o são [ou são bananas melhoradinhos...], são disputados a tapa, a rodo, a vassourada. Daí ou fornecem o produto pra umas 5 ou 6 -porque melancia a gente num come sozinho mermo!-, ou se acham. E juro: to tentando descobrir o quê é pior nisso tudo.
Ou tentando passar a vez. Na Geral.
Que é pra guardar, tamanha a indignação.
Aí vai. Vocabulário torpe. Indignação pulsante.
MMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM
Ai.
Que sabe?
Cansa!
Criam -as mães!- uns patetas e depois passam a vida encobrindo as merdas que eles fazem! Eles não querem crescer, sabe? Casam e brincam de. Têm filhos e brincam de. Descasam, 'desprocriam' e sobra tudo no nosso rabo, manja? Ah: #meucu!
Cansada de ver Amiga sofrendo, sabe?
E o personagem muda, mas a história é quase sempre a mesma: a Síndrome de Peter Pan. Na veia. Deram chá de Sininho na mamadeira pr'esses calangos!
Elas tentam ser a panacéia do nosso calundu!
#VTNC!! Até rimou!
É um tal de "meu filho é bundão e eu acho ele uma graça" que já deu, sabe?
Daí sobra pra gente o trabalho sujo: ou a gente termina de criar a bosta -coisa que a gente só faz uma vez na vida, porque depois perde o pique e o tesão- ou a gente fica sozinha.
Porque... cê acha?
Cê acha que nós pagamos esse preço? Não mais. É muita mulher que se garante junta. Desculpa.
Gato: ou o vento vai parar quando proferirem meu nome, ou passo a vez.
Se o vento parar, ok. Tem alguma chance.
Se achar que eu sou adereço na sua vida: morra. E pra ontem.
To errada?
A minha tristeza é quando a gente dá azar de procriar com esses lixos. Daí a criançada paga o preço nosso.
E isso é o triste. É essa a minha indignação da noite.
Hoje.
Amanhã será outra. E será -fatalmente- variação sobre o mesmo tema. Porque eles são bananas. Ponto pacífico.
Quando não o são [ou são bananas melhoradinhos...], são disputados a tapa, a rodo, a vassourada. Daí ou fornecem o produto pra umas 5 ou 6 -porque melancia a gente num come sozinho mermo!-, ou se acham. E juro: to tentando descobrir o quê é pior nisso tudo.
Ou tentando passar a vez. Na Geral.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Do querer mais um pouco
Tenho observado que ultimamente minhas amigas estão solteiras assim como eu. São todas lindas, inteligentes, bem resolvidas e solteiras. Por quê? Respondendo por mim e (talvez) respondendo por elas o motivo é simples: a gente não quer pouco.
Os chatos de plantão podem vir com a máxima de que quem quer muito, nada tem, ou quem escolhe muito, fica sem. Talvez fique, talvez não. É uma questão de escolha.
Eu não sou qualquer uma e não quero qualquer um. Ponto! Existe carência e outros mil fatores que nos impelem a ficar com os errados até achar o certo, mas isso não quer dizer que o certo não exista. rs. Há quem não pague pra ver e desista até dos errados, este não é o meu caso, só que se eu achar que a história não vale à pena, não me faz feliz, não me dê futuro: tchau e bênção. Sem dó! Radical? Talvez. Vocação pra ser tia? (!) Talvez. Li no blog Serendipities algo que resume exatamente o que eu quero e como eu vejo este querer:
O que eu busco? O EXTRAORDINÁRIO. Se vou me contentar com menos? Amigo(a), pago todas as minhas contas, tenho um milhão de projetos diferentes, ADORO minha própria companhia, tenho uma porção de amigos, sou viciada em balada, então quase bradando eu lhe digo: NÃO, EU NÃO VOU. (...)
Por que eu não namoro? Porque pra mim NADA É INTRANSITIVO. Quero conhecer alguém q eu ache incrível e aí quero decidir q EU quero namorar COM AQUELA PESSOA. O mesmo vale pra ele. Não quero alguém que queira namorar (intransitivamente).... Quero alguém que queira namorar COMIGO.
Se vai demorar? Pode ser. Mas quer saber? Sabe aquelas relações de dar inveja que a maioria das pessoas quer viver? =)
Se vai demorar? Pode ser. Mas quer saber? Sabe aquelas relações de dar inveja que a maioria das pessoas quer viver? =)
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Da paixão (sapatos e bolsas)
Difícil achar uma mulher q não dê bola p/ sapatos e bolsas. É incrível como mesmo pessoas como eu (q falam q nao ligam muito p/ isso) ficam encantadas diante de uma vitrine e passeando em uma loja. Graças a Deus tenho consciência do quanto gasto e, o mais importante, do quanto POSSO gastar. A paixão cega, é um querer intenso demais. Mesmo com coisas como sapatos e bolsas, é preciso racionalizar o sentimento, senão a gente acaba comprando desnecessariamente. Não é o meu caso, é claro, pois ninguém precisa saber q abri meu armário e lá encontrei um par de sandálias e um de sapatos, além de uma bolsa q nunca usei na vida...
segunda-feira, 18 de abril de 2011
O querer e a ideia fixa
E quando o querer se torna ideia fixa? A ideia fixa ultrapassa qualquer fronteira do desejo, não é apenas a vontade, é a necessidade de ter alguma coisa. NECESSIDADE. Precisar sem motivos, pra saciar qualquer capricho ou vaidade. Pra provar pra si, pros outros e pra quem quer que seja, que é possível conseguir aquilo que se quer. Pior é quando o objeto da ideia fixa é uma pessoa. Não há nada pior do que direcionar todas as expectativas e projeções numa pessoa. Quando um não quer dois não ficam. Ponto! Você pode se disponibilizar, abrir o jogo, colocar todas as cartas na mesa, mas se a vontade não for do outro, não adianta. Com ou sem ideia fixa. E tentar de todas as maneiras saciar essa vontade caprichosa pode acabar com uma amizade, criar uma inimizade e terminar relações. O melhor a fazer nestes casos é reconhecer a “derrota”, recolher as armas e desejar menos e outras coisas...
domingo, 17 de abril de 2011
Do ciúme. E da falta de necessidade deste. Em resposta.
Isso era pra ter sido só um comentário na postagem anterior.
Mas virou postagem. Esse assunto me instiga desde sempre! Mesmo quando eu tinha como padrão de comportamento a cena descabida e o buraco no esôfago advindo da certeza de que - a qualquer momento - tudo ruiria. E sabe-se lá o que era - na minha cabeça! - esse tudo: desde amigos até amores, passando por elos tão rasos quanto desnecessários.
Geminiana. Tendencialmente possessiva. Tendencialmente livre.
Sendo assim, torna-se raciocínio matemático que o flerte vindo do mundo - e a resposta positiva a este - é certeiro e natural. Até porque, livre como sou - ainda que não exista um vínculo real na minha vida -, por vezes, me vejo sendo questionada acerca de escolhas, possibilidades e coisas que nem são tão reais assim: exceto na cabeça de quem questiona. Como tudo que origina ciúme. Aliás. [Ou... quase].
Depois de alguns senãos na vida, acho que hoje sou capaz de lidar com esse bicho aleijão de maneira mais retilínea. Retilínea? Sim. Se pensar bem, tortuosos são os caminhos que nos fazem não querer enxergar de maneira direta o modo como lidamos com o ciúme. Seja o próprio. Seja o alheio.
Particularmente, aprendi que coisas e pessoas coabitarão na medida em que for interessante que isso aconteça.
O quê quero dizer?
Que quando não mais for bom para ambos, as coisas não coexistirão.
E ponto. E basta.
E acredito que a única maneira de canalizar a energia ruim que o ciúme nos traz é tratá-lo como uma coisa. Como algo inanimado. Com toda a racionalidade possível. Destituí-lo do cargo de 'sentimento'.
Por que?
Porque simplesmente, quando alguma coisa deixa de ser sentida, torna-se tão somente 'coisa'. E como tal, mais fácil de ser analisada de maneira coerente. Sentimento é coisa sem controle. [Ou quase].
Sendo assim, raciocinando friamente, não há nada nesta vida mais desnecessário do que brigar por ciúme. Não adianta você ter o ciúme que for: se o cara decidir que acabou, acabou. Ponto. E se decidir que a gostosa da vizinha vale a 'sacanagem', vai valer e acabou.
Da mesmíssima maneira quando é conosco: se a gente decidir que aquele cara fenomenal merece o flerte - e a concretização de fatos - nada, absolutamente nada, nos irá deter. Nem todo o amor do mundo que 'ele' tem para conosco.
E aí entra a postura que não quer calar: suponha que pelo teu abusivo ciúme, o 'cabra' não concretize nada, de fato. E que por toda a falta de estrutura que ele irá causar no relacionamento, ele simplesmente não diga nada sobre. Mas... não fez, não porque não queria, mas porque tinha uma dívida moral contigo. Ou consciência pesada.
Na boa? De quê vale isso?
De que vale uma fidelidade concretizada por covardia, consideração - motivo pior do mundo e mais dois planetas, aliás, na minha singela opinião! -, dó?
Tenho uma maneira meio torta de enxergar tudo isso. Acabei adquirindo. Achei melhor.
A fidelidade como concepção, como aquilo que toda mulher almeja, simplesmente não existe.
Não. Existe.
Pra eles, o ato consuma o fato.
Pra nós, o querer consuma o fato.
E isso: desde que Mulheres vêm de Vênus. E Homens de Marte.
Para nós, saber que o camarada será capaz - e também terá a necessidade latente de - olhar para o traseiro alheio com cobiça, já dói o suficiente.
Daí, quando você encara esta realidade e encara também a situação de que homem nenhum do mundo irá desejar tão somente a sua escolhida para-todo-o-sempre-amém, fica muito mais fácil perceber o quanto somos ridículas - tantas vezes - brigando por isso. E o quanto somos ingênuas achando que cenas são capazes de 'segurar' homem.
Não, Gata. Não são capazes.
Não, Gata: ele não olhará pra você a vida toda da mesma maneira.
E... encare os fatos: sequer você o olhará a vida toda da mesma maneira.
Sendo assim, o ciúme passa a ser um problema seu e não do outro.
Você sente? Azar o seu.
Garanta-se. Certeza absoluta que uma mulher que se garante causa muito mais emoção do que a desequilibrada. "E... vem cá: se ela se garante... afinal: o quê tem esta mulher? O que tem ela que outras não tem? Ai. Que acho que quero pra mim."
Percebe? A lógica? É isso.
Daí rola outra matemática: "E... se ela se garante assim... muito provavelmente é porque ela não precisa implorar pra que eu exista na vida dela. Não só sabe o que quer, mas também... não tá desesperada. Nossa. Deve chover oferta nesta horta. Uau. Acho que pra tê-la, terei de ser o melhor. Terei de rebolar. Fazer por onde."
Pronto. Fechou a equação.
E claro: to aqui legislando em benefício próprio.
Mas o contrário também vale: não é de gênero que estamos tratando.
Mas de sentimentos humanos.
E a palavra, por si, já define tudo.
Quanto a lidar com o ciúme alheio: se fazer entender. O método é sempre dizer tudo isso aí pro outro lado da moeda.
Mas, porém, contudo, todavia... toda regra tem sua exceção. Nem sempre o ciúme é só uma coisa que parte de quem sente. Parte sim, sempre. Mas tantas vezes tem o fator 'falta de conforto emocional' no pacote.
O quê significa?
Não se sentir confortável naquela relação. Achar que tá sempre faltando algo e que - a qualquer momento - tudo pode se esvair.
Daí... não tem muito remédio, eu acho. Se a sensação é esta, ou o 'outro lado da moeda' terá de passar a ofertar mais segurança emocional, ou você terá de trocar de 'outro lado da moeda'. E acabou.
Não preencheu tua lacuna? Troca a peça.
Não tenta encaixar, virar de ponta cabeça, lixar o excedente: não vai completar a figura da embalagem! Não vai!
E também não adianta achar que você irá conseguir mudar a pessoa, ou pior: conviver com isso a seu despeito. Não vai!
Um relacionamento pautado assim não tem futuro.
Não tem!
E ok: ainda que a gente legitime o direito ao ciúme, isso não significa legitimar a burrice emocional. Todos nós sabemos exatamente o que queremos do outro.
Se ele não dá: passa a vez.
E ok. E tudo bem. E adultos. E amigos. Antes que o mundo acabe...
Porque no fundo, quando isso é a mola mestra, a gente já sabe a resposta.
Só não quer ler.
E querer ler é fundamental.
Tá na base das auto-permissões reais a que nos submetemos.
;)
Mas virou postagem. Esse assunto me instiga desde sempre! Mesmo quando eu tinha como padrão de comportamento a cena descabida e o buraco no esôfago advindo da certeza de que - a qualquer momento - tudo ruiria. E sabe-se lá o que era - na minha cabeça! - esse tudo: desde amigos até amores, passando por elos tão rasos quanto desnecessários.
Geminiana. Tendencialmente possessiva. Tendencialmente livre.
Sendo assim, torna-se raciocínio matemático que o flerte vindo do mundo - e a resposta positiva a este - é certeiro e natural. Até porque, livre como sou - ainda que não exista um vínculo real na minha vida -, por vezes, me vejo sendo questionada acerca de escolhas, possibilidades e coisas que nem são tão reais assim: exceto na cabeça de quem questiona. Como tudo que origina ciúme. Aliás. [Ou... quase].
Depois de alguns senãos na vida, acho que hoje sou capaz de lidar com esse bicho aleijão de maneira mais retilínea. Retilínea? Sim. Se pensar bem, tortuosos são os caminhos que nos fazem não querer enxergar de maneira direta o modo como lidamos com o ciúme. Seja o próprio. Seja o alheio.
Particularmente, aprendi que coisas e pessoas coabitarão na medida em que for interessante que isso aconteça.
O quê quero dizer?
Que quando não mais for bom para ambos, as coisas não coexistirão.
E ponto. E basta.
E acredito que a única maneira de canalizar a energia ruim que o ciúme nos traz é tratá-lo como uma coisa. Como algo inanimado. Com toda a racionalidade possível. Destituí-lo do cargo de 'sentimento'.
Por que?
Porque simplesmente, quando alguma coisa deixa de ser sentida, torna-se tão somente 'coisa'. E como tal, mais fácil de ser analisada de maneira coerente. Sentimento é coisa sem controle. [Ou quase].
Sendo assim, raciocinando friamente, não há nada nesta vida mais desnecessário do que brigar por ciúme. Não adianta você ter o ciúme que for: se o cara decidir que acabou, acabou. Ponto. E se decidir que a gostosa da vizinha vale a 'sacanagem', vai valer e acabou.
Da mesmíssima maneira quando é conosco: se a gente decidir que aquele cara fenomenal merece o flerte - e a concretização de fatos - nada, absolutamente nada, nos irá deter. Nem todo o amor do mundo que 'ele' tem para conosco.
E aí entra a postura que não quer calar: suponha que pelo teu abusivo ciúme, o 'cabra' não concretize nada, de fato. E que por toda a falta de estrutura que ele irá causar no relacionamento, ele simplesmente não diga nada sobre. Mas... não fez, não porque não queria, mas porque tinha uma dívida moral contigo. Ou consciência pesada.
Na boa? De quê vale isso?
De que vale uma fidelidade concretizada por covardia, consideração - motivo pior do mundo e mais dois planetas, aliás, na minha singela opinião! -, dó?
Tenho uma maneira meio torta de enxergar tudo isso. Acabei adquirindo. Achei melhor.
A fidelidade como concepção, como aquilo que toda mulher almeja, simplesmente não existe.
Não. Existe.
Pra eles, o ato consuma o fato.
Pra nós, o querer consuma o fato.
E isso: desde que Mulheres vêm de Vênus. E Homens de Marte.
Para nós, saber que o camarada será capaz - e também terá a necessidade latente de - olhar para o traseiro alheio com cobiça, já dói o suficiente.
Daí, quando você encara esta realidade e encara também a situação de que homem nenhum do mundo irá desejar tão somente a sua escolhida para-todo-o-sempre-amém, fica muito mais fácil perceber o quanto somos ridículas - tantas vezes - brigando por isso. E o quanto somos ingênuas achando que cenas são capazes de 'segurar' homem.
Não, Gata. Não são capazes.
Não, Gata: ele não olhará pra você a vida toda da mesma maneira.
E... encare os fatos: sequer você o olhará a vida toda da mesma maneira.
Sendo assim, o ciúme passa a ser um problema seu e não do outro.
Você sente? Azar o seu.
Garanta-se. Certeza absoluta que uma mulher que se garante causa muito mais emoção do que a desequilibrada. "E... vem cá: se ela se garante... afinal: o quê tem esta mulher? O que tem ela que outras não tem? Ai. Que acho que quero pra mim."
Percebe? A lógica? É isso.
Daí rola outra matemática: "E... se ela se garante assim... muito provavelmente é porque ela não precisa implorar pra que eu exista na vida dela. Não só sabe o que quer, mas também... não tá desesperada. Nossa. Deve chover oferta nesta horta. Uau. Acho que pra tê-la, terei de ser o melhor. Terei de rebolar. Fazer por onde."
Pronto. Fechou a equação.
E claro: to aqui legislando em benefício próprio.
Mas o contrário também vale: não é de gênero que estamos tratando.
Mas de sentimentos humanos.
E a palavra, por si, já define tudo.
Quanto a lidar com o ciúme alheio: se fazer entender. O método é sempre dizer tudo isso aí pro outro lado da moeda.
Mas, porém, contudo, todavia... toda regra tem sua exceção. Nem sempre o ciúme é só uma coisa que parte de quem sente. Parte sim, sempre. Mas tantas vezes tem o fator 'falta de conforto emocional' no pacote.
O quê significa?
Não se sentir confortável naquela relação. Achar que tá sempre faltando algo e que - a qualquer momento - tudo pode se esvair.
Daí... não tem muito remédio, eu acho. Se a sensação é esta, ou o 'outro lado da moeda' terá de passar a ofertar mais segurança emocional, ou você terá de trocar de 'outro lado da moeda'. E acabou.
Não preencheu tua lacuna? Troca a peça.
Não tenta encaixar, virar de ponta cabeça, lixar o excedente: não vai completar a figura da embalagem! Não vai!
E também não adianta achar que você irá conseguir mudar a pessoa, ou pior: conviver com isso a seu despeito. Não vai!
Um relacionamento pautado assim não tem futuro.
Não tem!
E ok: ainda que a gente legitime o direito ao ciúme, isso não significa legitimar a burrice emocional. Todos nós sabemos exatamente o que queremos do outro.
Se ele não dá: passa a vez.
E ok. E tudo bem. E adultos. E amigos. Antes que o mundo acabe...
Porque no fundo, quando isso é a mola mestra, a gente já sabe a resposta.
Só não quer ler.
E querer ler é fundamental.
Tá na base das auto-permissões reais a que nos submetemos.
;)
sábado, 16 de abril de 2011
Do querer sem controle (ou do ciúmes)
Não sei nem como comentar um sentimento desses. Se é q se pode dizer q ciúmes é um sentimento. Creio q é uma arma. Faca impura. Corta a vida de duas almas q poderiam se unir. E p/ quebrar o gelo, uma música q adoro: http://www.youtube.com/watch?v=ex6KR4rouxI
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Ainda sobre o querer
Para mim, uma das melhores definições do querer é esta de Caetano Veloso, lindamente interpretada pela Maria Bethânia. Querer muitas vezes é desencontro, paradoxo, "mas a vida é real e de viés"...
Outono veronal
Acredito que o outono foi feito para sentirmos falta do verão. Na verdade, todas as estações foram criadas para sentirmos falta do verão. Esse verão em pleno outono é uma delícia! Não me importo em derreter sob o sol. Aqui não é Toscana, mas toda alma precisa de calor. Não entendo quem não gosta do sol (ai de quem fizer piadinha porque sou branquela...). O sol é um abraço de Deus.
Do Querer.
"E porque essa noite tinha uma dezena de pessoas e eu não queria ninguém. E porque na outra noite tinha outra dezena de pessoas e eu também não queria ninguém. E porque eu penso que te pus num pedestal tão alto que ninguém alcança... então te desço."
In: http://acasosafortunados.blogspot.com/2011/02/madrugadas.html
Querer. VT. 1. Sentir vontade de; 2. Ambicionar; 3. Tencionar.
Pretérito Imperfeito: Expressa o passado inacabado, um processo anterior ao momento em que se fala.
Eu queria.
Significa - exatamente - um sentir vontade de maneira inacabada.
Seria. Se como é não fosse.
Que-ria.
Querer não querer.
E... sempre soube lidar perfeitamente bem com a primeira acepção semântica.
Muito melhor que com a segunda.
E... ótimo não ser refém de conjugações verbais.
Nunca.
In: http://acasosafortunados.blogspot.com/2011/02/madrugadas.html
Querer. VT. 1. Sentir vontade de; 2. Ambicionar; 3. Tencionar.
Pretérito Imperfeito: Expressa o passado inacabado, um processo anterior ao momento em que se fala.
Eu queria.
Significa - exatamente - um sentir vontade de maneira inacabada.
Seria. Se como é não fosse.
Que-ria.
Querer não querer.
E... sempre soube lidar perfeitamente bem com a primeira acepção semântica.
Muito melhor que com a segunda.
E... ótimo não ser refém de conjugações verbais.
Nunca.
Água Viva
Porque a palavra é nossa quarta dimensão. Falo por mim, falando por nós:
"A harmonia secreta da desarmonia: quero não o que está feito mas o que tortuosamente ainda se faz. Minhas desequilibradas palavras são o luxo de meu silêncio. Escrevo por acrobáticas e aéreas piruetas - escrevo por profundamente querer falar. Embora escrever só esteja me dando a grande medida do silêncio.
E se digo "eu" é porque não ouso dizer "tu", ou "nós" ou "uma pessoa". Sou obrigada à humildade de me personalizar me apequenando mas sou o és-tu.
(...) Desde já é futuro, e qualquer hora é hora marcada. Que mal porém tem eu me afastar da lógica? Estou lidando com a matéria-prima. Estou atrás do que fica atrás do pensamento. Inútil querer me classificar: eu simplesmente escapulo não deixando, gênero não me pega mais. Estou num estado muito novo e verdadeiro, curioso de si mesmo, tão atraente e pessoal a ponto de não poder pintá-lo ou escrevê-lo. (...) Sei que meu olhar deve ser o de uma pessoa primitiva que se entrega toda ao mundo, primitva como os deuses que só admitem vastamente o bem e o mal e não querem conhecer o bem enovelado como em cabelos no mal, mal que é o bom".
LISPECTOR, Clarice. Água Viva. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, s.d. 5a. ed.
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