Último dia do ano, último post do ano. 2011 finda e com ele findam tantas coisas e recomeçam outras.
Pelos comentários de muitos amigos, percebi que 2011 não foi um bom ano só pra mim. Claro, muita coisa boa aconteceu. Laços foram estreitados, novos amigos cativados, viagens, sorrisos... Mas e o coração? Eta ano lazarento para o amor. G-zuz. Foram tantos os medos, as covardias, as hipóteses, os sonhos. Pra quê? Pra todo mundo lamentar durante todo o mês de dezembro desejando que 2012 venha logo e acabe com tudo. Que acabe o mundo, que acabe a covardia. Tem coisa pior do que o medo? Tem coisa pior do que ser infeliz por causa do medo? Vi tantas possíveis histórias de amor naufragarem este ano por causa de medo. Tantas amigas nadando a esmo contra uma maré que insistia em engulí-las, em levá-las pra longe, em deixá-las à deriva. Quantas não foram as vezes em que também fui deixada à deriva. Quantas não foram as vezes em que tive medo. Quantas não foram as vezes em que excedi os limites do aceitável, do ridículo, em nome de um sentimento que por fim parece unilateral, não o suficiente. Não quero ouvir que sou uma mulher e tanto se não sou a mulher pra ele. Não gostei de falar que não era mulher para alguém, mas gostei de neste momento não ter tido medo, gostei de não tolher possibilidades do porvir. Oportunidades que parecem ter sido postergadas para 2012. Que a despedida de 2011 seja aquela que guarde lembrança não só do que foi bom, como também do que foi ruim, para que o próximo ano seja sempre o da melhora. Menos medo, menos covardia, menos despedida de nós mesmos.
Ao som de The power of goodbye.

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