A inconstância e a ânsia de querer o mundo é intrínseco ao ser humano, que está sempre em busca de, sentindo falta de, querendo que. A grama do vizinho sempre parece mais verde e a felicidade do outro sempre mais verdadeira que a nossa. Será que é verdade? Certas vezes aplico às pessoas o mesmo que aplico às roupas e sapatos fetichizados. Não, não torno as pessoas objeto, não coisifico ninguém, mas há situações em que é necessário provar pra saber se cai bem, porque se cair a gente resolve se paga o preço, se não, o fetiche acaba e a vida segue. Ainda na filosofia das roupas aplicada às relações humanas, nem sempre é possível fazer ajustes, apertar aqui, soltar ali, fazer uma barra porque simplesmente não terá o caimento adequado, não tem jeito. E o jeito é aceitar, garimpar que uma hora o caimento certo surge. E quando se prova rápido e acha que caiu bem? #comofaz Tem de provar de novo, oras! Desfetichizar! Quantas não foram as vezes em que conhecemos alguém ou que achamos que algo era ideal para nós e numa segunda olhada, numa segunda prova nos demos conta de que o encantamento inicial passou? Quantas não foram as vezes em que fantasiamos, criamos o enredo, escrevemos o romance para depois perceber que tudo não passou de uma projeção porque a realidade era outra? A primeira impressão nem sempre fica, às vezes temos de provar de novo e desfetichizar. E você, está construindo ou desconstruindo fetiches?
É... tenho uma amiga q teve q desfeitichizar há um tempo. O problema é q nao desfeitichizou geral pra ela, mas pra ele sim. Ou talvez eles tenham forçado a desfeitichização. Talvez eles nunca mais tentem o desfeitiche. E talvez ela fique pra sempre com vontade de uma revanche. Assim como às vezes a gente acha q a roupa poderia ter ficado bem, um dia, quem sabe... #coisadegenteindecisa
ResponderExcluirPor onde andei que não li isso?
ResponderExcluirSó sei de UMA coisa: li no dia certo.
Lua: #lovo.